SE7E VIDAS
Insegurança, palavra que eu tenho medo de usar frequentemente, ser inseguro do que me ocupa, dentro ou fora de casa, odeio lugares fechados, odeio meu quarto, odeio quando falam de mim na minha presença. Na escuridão eu enxergo o que ninguém vê, estrelas entre nós, sou capaz de voar, mas apenas em meu sonho.
O Que dizer da solidão do coração, a tristeza da cidade é o que impõe a minha fúria de não poder levar as crianças para a escola. Desde cedo aprendo o que é certo para não ser errado, dias de aprendizagem jogados fora ao se entregar para o crime. Quem é o ladrão?, quem é o marginal?, quem é a vitima?, quem é o policial? a televisão é o país do primeiro de abril, mentiras e mentiras. Não tenho lei, a lei que me dá voz para protestar ou contrariar opiniões que podem prejudicar a nação, apenas um deslize e a pedra em cima do penhasco cai em cima de todos, com extrema facilidade, um por um é deixado para trás.
Minha paciência acabou quando morri pela quarta vez, sou roubado todos os dias por pessoas que usam terno e gravata, ACABOU!, vejo eu morrendo aos poucos por coisas inúteis, pessoas que me prometem amizades eternas até o dia que todos vão me abandonar. Filme repetido, estou cansado e enjoado de assistir, não gosto das minhas vidas e das pessoas que entram de penetra estragando e estragando parte de mim cada vez mais até morrer mais uma vez.
Não tive descanso quando morri, ninguém soube me dizer que o mundo era tão perfeito em se tornar uma holocausto urbano, mas quando eu morrer pela sétima vez espero dormir para nunca mais despertar, o meu defeito é achar que podemos ainda mudar as consequências de um futuro com fome, sede e violência...
Nenhum comentário:
Postar um comentário